20.5.12

Dancei.

e eu que não sabia dançar,

'dancei' direitinho,

só com esse seu jeitinho

de saber me levar.

Love The Only Rule - Tumblr

16.5.12

Meu coração.

Meu coração não sei por quê,

pára de bater quando te ver !


11.5.12

"Procuro-te"

Edward Hopper



Ela vivia pensando em quem
não lembrava dela.

Tinha saudade de quem
nunca tinha visto.

Passava pela vida
sem vivê-la.

Cegos, seus olhos
não enxergavam
quem lhe olhava.

Ela perdia assim,
aquele cartaz,
segurado por aquele rapaz,
onde se podia ler:
"Procuro-te."

6.5.12

Abraços de Vento

me aqueço

nos teus braços de vento.

aqueles que só me

abraçam em pensamento.


Hugs and Embraces Blogspot






1.5.12

Cabeça x Coração !

não é o coração que sente !

quem sente é a mente,

que mente para o coração

que acha que sente !
Favim

27.4.12

O velho e o moço.

(...)


Deixo tudo assim,
Não me acanho em ver
Vaidade em mim 
Eu digo o que condiz.
 

Eu gosto é do estrago.

(...)

Los Hermanos.





23.4.12

Sinto muito.

eu perguntei para Deus,

qual o meu pecado,
por que eu sinto tanto ?

e ele me respondeu : eu sinto muito.

18.4.12

"El amor en los tiempos del cólera."






"Não; Não havia de revelá-lo nunca ( o segredo do seu amor), nem à própria Leona Cassiani; não porque não quisesse abrir para ela o seu cofre onde o guardara tão bem ao longo de meia vida, mas porque só então percebeu que tinha perdido a chave."



García Márquez, Gabriel. "O amor nos tempos do cólera". 27ª Edição. Rio de Janeiro: Record, 2005. (pg. 239)

15.4.12

E eu que já não sou assim ... muito de ganhar.

http://pinterest.com/pin/189995677999359732/

E lá estava ela num ringue de luta
e nem sabia nem como havia parado lá.

Ouvia os gritos da torcida.
Contra e a favor.
Aturdida, sorria como uma boba, mas de tão confusa que estava.

Logo ela que não era nem um pouco competitiva, que pouco se importava com brigas,
se via agora envolvida em um duelo por algo que nem era seu !

Que diabos estava fazendo alí ?

Enquanto do outro lado,
uma criatura raivosa, bufava em sua direção,
lhe dizendo impropérios que ela mal ouvia em meio toda aquela confusão.

Procurava saídas de emergências, queria sair dalí.

Só que não queria sair em fuga.
Não era de briga, mas também não era covarde ao ponto de sair correndo.
Mesmo que esta fosse a sua real vontade.

Que rixa era aquela ? Não era sua !
E quem era aquela ?

Teve dó dela.
Orgulhou-se de si.
Não queria troféu,
Não queria nenhuma medalha.

Não tinha espaço para eles na sua parede,
na sua estante ...

Olhou pro juiz.
Sorriu e jogou a toalha.
O prêmio era todo da adversária.

Muito peso no peito já carregava.

(tentativa de escrever algo diferente)

11.4.12

Ela. Ele.

Ela perdia o controle.

Enquanto ele ...




sabia exatamente o que estava fazendo.

8.4.12

4.4.12

Compromisso

Cobrou dela o porque
de não lhe ter dito isso
ou aquilo.

Ao que ela lhe respondeu que
não se diz essas coisas a
um rapaz comprometido.

Coisas essas a serem ditas
ao pé do ouvido.

Compromissando
os sem compromisso.

1.4.12

Dia da Mentira. Baile da verdade.


Tudo finge,
engana,
nada é verdade.

E todos dançam
com suas máscaras
no Baile da Realidade.

26.3.12

* Spam *

Escreveu um mensagem para si mesma.

Enviou.
E não recebeu.

Foi olhar na lixeira e viu o que aconteceu:

Se "spam-tou"!

21.3.12

Corações ao alto.


Um céu só saudade.




texto e imagem: aline gomes.

16.3.12

acontece as vezes
dos olhos da gente
darem de encontro nos olhos do outro
que parecem falar
e permitem o encontro.
mas e quando o outro dos olhos
desaparece,
sem deixar rastros.
deixa apenas a vontade,
dos meus olhos encontrarem esses
olhos de novo.

14.3.12

Pelo dia da poesia.  Que não deveria ter dia. Pois todo dia é dia de poesia.


"Si quieres ser feliz como me dices :  No poetices, Horacio, no poetices. ..."  (Julio Cortázar)

11.3.12

8.3.12

Amor em Praça Pública.

fizemos amor em praça pública
sob o olhar de curiosos
que fingiam censurar
que fingiam não enxergar.

fizemos amor em praça pública
nem as roupas impediram
muito menos a luz do dia.
para nós nada lá havia.

Abençoados pelos bancos,
pelas árvores,
pelos carros e
suas buzinas.

6.3.12

sou feita de vontades,
verdades nunca ditas
que quando esquecidas
dão um tom de "déjà vu".

sou feita de perguntas sem respostas ,
indas e vindas,
de um passado presente
e  um futuro em dívida.

"Jamais vu".